domingo, 11 de dezembro de 2011

E dia 15 está chegando!!!


Oba!!!
Muito bem, gostei de ver entusiasmo e passos em direção à EAPE...
Com espumante, panetone, torta doce, livros e vale livro...
Pense: O que está faltando e com o que vc pode contribuir???
Ah! não esqueçam dos copos e da faca para partir a torta.
Puxa! Nosso encontro será demais, digno de premiação... premiação, natal = tudo a ver.
Bjks...
Até Quinta!
Alice

Amigo livro!!!


Olá pessoal:
Já comprei o livro que um de vcs receberá de presente.
Imaginem que vários rostos passaram pela minha mente durante a escolha.
Espero que o sortudo goste.
Surpresa!!!
E dia 15 está bem próximo... hehehehe!
Até lá...
Alice

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Festa Natalina!!!


Olá Pessoal!
Dia 15 está chegando!!!
Visite o site e poste o gênero do livro que vc gostaria de ganhar.
Pense tb nas guloseimas, o panetone deixem comigo!
Vamos nos dividir para nos fortalecer e fazer um belo encontro com votos de prosperidade em 2012.
Saudades de vcs!!!!
Alice

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

... E por falar em esquecer!

Lembre-se do reencontro marcado para ,15 de dezembro na EAPE, falta apenas definirmos o horario.
Abraços saudosos,
Marinalva

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para não esquecer

Crônica: O dia 27 começa






O curso de formação de multiplicadores da OLP começou. Nos olhos de todos muita expectativa. As mãos parecem coçar de tanta vontade de pô-las na massa. As ideias fervilham em nossa mente. Olhos atentos passeiam sobre o material, parecem brilhar mais forte.
Em papéis fazemos anotações, nada parece escapar aos ouvidos atentos. Atenção à exposição de Juliana, que segue com uma delicadeza, parecendo flutuar pela sala.
O conhecimento vai aumentando, crescendo, lutando para sair e alcançar todos no mundo lá fora.
Homens, mulheres e várias trocas de experiência. Situações corriqueiras, mas que não passam despercebido. Fazem sentido nos lugares em são exploradas.
O garçom abre a porta, há um leve tilinar de xícaras, ouve-se algumas conversas paralelas, observa-se algumas pescadas depois do almoço, passeia-se levemente pelos nomes impressos nos crachás. Quantos rostos, quantos sonhos, quantos corações e quantas realidades. A relevância se estabelece com os esforços voltados à realização das Olimpíadas da Língua Portuguesa que agora vem pra valer, pois tem eu e você.

Por: Alice Ferreira Dias Vieira

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O material da OLP


A chegada do prazer:
Livros, cores, ideias e informações.
Aromas e nuances.
Hum...livros novos!
Que cheiro bom!

Cheiro de conhecimento.
Do novo... que se abre!
Da autonomia na ponta no lápis.
Do discurso na ponta da língua.

Por: Alice Ferreira Dias Vieira

sábado, 29 de outubro de 2011

Encontro de Formação OLP Brasília


Terminou hoje o Encontro de Formação OLP (Olimpíadas de Língua Portuguesa) edição Brasília. O motivo do encontro foi mobilizar professores para a preparação das olimpíadas que ocorrerão no próximo ano. Estiveram presentes o professor Antônio Gil, representante da CENPEC organizadora do concurso; a professora doutora Juliana Dias do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília; a professora mestre Maria Marlene, também do Departamento de Linguistica da UnB; a professora Shriley Braga, da equipe de formadores da EAPE; e o professor Alberto Kruklis, professor-regente da DRE do Guará.
O evento ocorreu durante três dias no salão do Hotel Carlton e contou com representantes dos professores, coordenadores e algumas regionais de ensino.
Tivemos a satisfação de ouvir o Relato de duas professoras finalistas na categoria Memorial e nas Crônicas. Essa partilha foi fundamental para dar o "boom" para o envolvimento de todos.
Ao final descrevemos ações para serem implementas no intuito de envolvermos todo o DF na próxima Olimpíada de Língua Portuguesa.

Esperamos nos encontrar em breve.

Um grande abraço,

Sandra Campêlo;-)

E agora, José?




A lista

Objetivo: CATIVAR

PONTO POR PONTO COSTURA PRONTA

Livro: PONTO POR PONTO
Subtítulo: COSTURA PRONTA
Autora: LÚCIA PIMENTEL GOÉS
Ilustração: THEO SIQUEIRA
Editora: EVOLUIR CULTURAL
Gênero: INFANTO-JUVENIL - LITERATURA INFANTIL

Em 'Ponto por Ponto Costura Pronta', Lúcia Pimentel Góes - Professora Titular de Literatura Infanto-juvenil da USP - mostra, passo a passo, todo o processo da confecção da blusa de Gerusa principal personagem do livro. Mostra a agulha, leva o leitor até a fazenda onde é produzido o algodão e nos apresenta ao agricultor que cuida da planta que é transformada em tecido. Nesta interessante história escrita para as crianças, a autora revela os instrumentos, movimentos e trabalho necessário para permitir que a blusa de Gerusa fique pronta e linda. Uma "lenga-lenga" divertida que pode ser lida em vários ritmos e encantar todas as crianças.
Fonte: http://www.olivreiro.com.br/livros/341904-ponto-por-ponto

O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Aqueles que acompanham pela primeira vez Roberto Carlos Ramos narrando um de seus contos fantasiosos jamais imaginaria que este sujeito, reconhecido como um dos dez melhores contadores de histórias do mundo, teve uma infância difícil e entregue a marginalidade ao ser deixado pela mãe ainda pequeno na Fundação  Estadual do Bem-Estar do Menor, a FEBEM. É este extenso episódio da vida de Roberto Carlos que o diretor Luiz Villaça se interessa com maior intensidade. Casado com a atriz Denise Fraga, o cineasta, inclusive, deixa para trás a péssima impressão que ficou com o fraco “Cristina Quer Casar”, protagonizado pela sua esposa.
Com seis anos de idade, Roberto Carlos Ramos (nesta fase vivido por Daniel Henrique) vem de uma família pobre, tendo nada menos que nove irmãos. Sua mãe, interpretada por Ju Colombo, assiste a um comercial da FEBEM no vizinho (como narrado no filme, toda a comunidade onde vivia Roberto se juntava para ver televisão somente aos domingos em uma única casa) e acredita que este lugar tornará o futuro de seu filho muito melhor. A sua expectativa é que Roberto saia de lá como um doutor, mas a realidade, aquela que já estamos bem familiarizados, transforma Roberto em um pequeno marginal quando aos sete anos se muda para uma ala frequentada por outros marginais de até catorze anos. Entre uma fuga e outra (foram calculadas nada menos que 132 tentativas), Roberto, agora interpretado por Paulinho Mendes, conhece a pedagoga Margherit Duvas (a portuguesa Maria de Medeiros, em uma interpretação marcada por incríveis sutilezas), que diz estar brevemente no Brasil para uma pesquisa sobre “crianças irrecuperáveis”.
Fica para o espectador interessado em desvendar o choque deste convívio. Basta somente informar que durante esse processo Roberto Carlos descobrirá uma paixão pela leitura. O diretor Luiz Villaça retrata esta história com ternura e não permite que ações cruéis, jamais suavizadas pelo roteiro, transformem o drama em mais um título derivativo de outros argumentos violentos de nosso cinema. A imaginação do personagem não encontra uma tradução muito exemplar na tela. Porém, as mudanças que Margherit impõe na vida de Roberto Carlos são os maiores valores de “O Contador de Histórias”. Não deixem de ver a sequência de créditos finais, onde o verdadeiro contador de histórias dá às caras para entreter ao ar livre um público formado por crianças e adultos.
Título Original: O Contador de Histórias
Ano de Produção: 2009
Direção: Luiz Villaça
Elenco: Paulinho Mendes, Maria de Medeiros, Victor Augusto da Silva, Marco Antonio, Cleiton Santos, Ju Colombo, Malu Galli e Chico Diaz.

QUE RAIO DE PROFESSORA SOU EU?


  • Laura tem 33 Anos, e Professora de Historia e Desquitada. um Dia, Resolve Escrever um Diario. o Diario Torna-se, Mais que um Registro, um Canal Para Laura se Revelar e se Conhecer.
  • Editora: Scipione
  • Autor: FANNY ABRAMOVISCH
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2003
  • Edição: 7
  • Número de páginas: 96
  • Acabamento: Brochura
  • Fonte:http://www.submarino.com.br/produto/1/54961/que+raio+de+professora+sou+eu#A1

Que raio de professora sou eu?

Fanny Abramovich

(...)
Fui chamada pela coordenadora. Intimação urgente. Corri para a sua sala. Mal me cumprimentou. Formal, rígida, dura. Perguntou sobre minhas aulas. No melhor estilo de uma arguição oral. Me senti como uma aluna sendo examinada. Tremendo nas bases. Perguntou sobre a verificação dos questionários e exercícios. Respondi que trabalho com perguntas abertas. Nada de apontar o "verdadeiro" e o "falso".
Fechou a cara. Quis saber como avalio o uso dos conceitos. Disse que tinha minhas dúvidas sobre a correção de certos conceitos. Olhou a sua ficha. Devagar. Fui ficando nervosa. Ela testando a minha resistência. Olhei. Desviou o olhar. Fiquei sem ar. A pausa continuou. Por séculos. Interminável.
Falou. Que não tinha gostado do meu relatório. Nada mesmo. Que vários pais já tinham reclamado. Dado queixas sobre minhas aulas. E mais. Tínhamos um método comum de avaliação. Pra ser seguido a respeitado. Passo a passo. Item por item.
Esbravejei. Disse que não concordava com o método imposto pela escola e que não estava gostando de sua cobrança. Que viesse ver o que acontecia com meus alunos. Com seus próprios e sábios olhos e boca. Conferisse no real. Nas salas. Podíamos discutir meus critérios quando quisesse. Mas sem prévios julgamentos apoiados em fofocas e na ignorância de pais que acham que História é uma sucessão de datas e nomes empolados.
Ficou fula. Fiquei fula. Me dispensou. Anotou coisas em sua preciosa ficha. Provavelmente horrores sobre a minha pessoa e a minha pedagogia. Saí batendo a porta. Rodando a baiana. Respirei fundo. Fui me acalmando.
Entrei na classe. 0 primeiro aluno que fez uma gracinha foi convidado a responder a uma arguição oral. Na hora. Me olhou com ódio. Respondeu tudo. Dei nota bem mais baixa do que merecia.
Saí da escola abobalhada. Comigo. Com minhas dificuldades com a autoridade: Não a aceito quando vem em cima de mim. E descarrego nos alunos. Igualzinho. De cima pra baixo. Sem pensar. Só pra me afirmar. Ela ameaçou me suspender, despedir... Eu ameacei reprovar, pôr pra recuperação. Eu fechei a cara pra ela a me defendi. Sabendo dos meus objetivos pedagógicos. 0 aluno fechou a cara pra mim e se defendeu. Sabendo a matéria. Igualzinho. Em degraus da escada. Que vergonha... Repetir comportamentos absurdos como forma de afirmação. Como vingança. Descontando num guri de doze anos. Que raio de professora eu sou???
Vou ter que pensar em tudo isso. Muito bem pensado.
Preciso aprender a me abrir pra uma discussão. Não ir jogando pedras em quem me questiona. E pior. Não pelo questionamento em si. Muito mais pelo posto do perguntador, que faz com que o veja como juiz da Santa Inquisição. E eu, como ré. Ridículo.
Poderia ter falado com a coordenadora. Nem tentei. Não expliquei nada. Só disputei no braço-de-ferro. E perdi as duas brigas. Com ela e com o aluno. Pra mim, na minha autoavaliação, estou reprovada.
(...)
Estou contente! Vibrando!!
Aula pra 5ª série A. Uma turma que morre de sono. Acham tudo chatíssimo. Velharias dispensáveis. Estávamos nas tentativas de independência do Brasil. Chegamos à Inconfidência Mineira. Crente que não ia dar pano pra manga. Que ia ser aquela mesmice. Paradeza bocejante. Surpresa total!! Acordaram!! Sacaram lances geniais. Relação da Inconfidência com o presente e o passado recente do nosso país. A derrama e os impostos atuais, as perseguições aos intelectuais. Puxei a corda sem parar. Foram longe e fundo. Os olhos arregalados, as caras pedindo mais... Vão ter, ora se... Continuo na próxima aula e se precisar, pego mais outra. Parece que Tiradentes tocou no nervo certo. Nada como um dentista...
Uma aula que me deu um prazer que não sentia há um tempão. Fiquei de bem com a turma. Esperançosa. Sentindo uma gostosura boa. É tão estimulante quando eles se interessam...

Editora Scipione, 2002

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O BURACO DO TATU


O buraco do tatu
Sérgio Caparelli – Nasceu em Uberlândia, MG, em 1947. é jornalista, professor doutor em Ciências da Comunicação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Autor de livros infantis e infanto-juvenis de poesia e prosa. Prêmio Jabuti, 1982/1983, de literatura infantil, pelo livro Vovô fugiu de casa; e Prêmio Jabuti de Ciências Humanas por Televisão e capitalismo no Brasil. Prêmio da associação Paulista de Críticos de poesia e literatura infantil e juvenil, pela autoria de Boi da cara preta; e na mesma categoria, em 1989, pelo livro Tigres no quintal. Autor, entre outros, de A jibóia GabrielaRestos de arco-írisCome-ventoCiberpoemas e uma fábula virtual.





O tatu cava um buraco
a procura de uma lebre,
quando sai pra se coçar,
já está em Porto Alegre.

O tatu cava um buraco,
e fura a terra com gana,
quando sai pra respirar
já está em Copacabana.

O tatu cava um buraco
e retira a terra aos montes,
quando sai pra beber água
já está em Belo Horizonte.

O tatu cava um buraco,
dia e noite, noite e dia,
quando sai pra descansar,
já está lá na Bahia.

O tatu cava um buraco,
tira terra, muita terra,
quando sai por falta de ar,
já está na Inglaterra.

O tatu cava um buraco
e some dentro do chão,
quando sai pra respirar,
já está lá no Japão.

O tatu cava um buraco
com as garras muito fortes,
quando quer se refrescar
já está no Pólo Norte.

O tatu cava um buraco
um buraco muito fundo,
quando sai pra descansar
já está no fim do mundo.

O tatu cava um buraco
perde o fôlego, geme, sua,
quando quer voltar atrás,
leva um susto, está na Lua.